Tô um velho de merda

É triste ter de admitir isso e muitos dos meus amigos vão dizer um “ah vá, só você não sabia”. Mas o caso não é que eu não sabia, eu apenas não admitia. Pois acho que agora é o momento. Virei um velho rabugento. Há!

Não era nada dramático ou catastrófico, era só uma simples conclusão de um cara que um dia pensou que ia viver de skate, depois de música e que hoje tem um emprego ordinário para pagar as contas no fim do mês.

Estava com a Cínthia num desses shoppings por aí e comecei a reparar que a turminha jovem me incomoda. Reações histéricas, visual andrógeno-pseudo-viado, etc., me irritam mais do que um dia já irritaram. Existia um grupinho em uma mesa na praça de alimentação tirando uma caralhada de fotos com o celular fazendo sempre a MESMA pose. Certeza mais que certeza que essas fotos vão popular em algum álbum do Orkut que tem 3 linhas de descrição do perfil e 4000 fotos, quase todas com a mesma pose. A Cínthia estranhou quando eu comecei a rir sozinho, mas era porque eu estava rindo de mim mesmo. Eu tinha começado a ter pensamentos que começavam com “Na minha época”, “Quando eu tinha essa idade”, “Se fosse no meu tempo” e mais um monte de pensamentos velhos e de velhos.

É isso. Tô velho, velho pra caralho. Acho uma merda esses moleques que acham que punk é fazer chapinha no cabelo enquanto xingam os emos de viado. Acho uma merda a família restart e acho uma puta falta de sacanagem essa juventude viada de hoje.

Coitado do João Francisco, esse sim tá fodido na minha mão quando virar adolescente.

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O enterro do meu tio

Ontem tive uma experiência chata pra cacete. Fomos ao velório e enterro de um tio meu, um cara que a maioria das pessoas achava que ia viver muito, mas que o câncer levou de forma rápida e dolorosa. Enfim, o post de hoje é para falar um pouco das situações que fiquei reparando no comportamento das pessoas que lá estavam.

A minha família é relativamente grande e esses eventos são as oportunidades que eu tenho de rever a maioria deles todos e relembrar porque eu faço questão de não visitá-los. Até comentei com o meu irmão que é uma força descomunal ter que falar oi para alguns que estavam lá. A vontade primária é sair distribuindo tapa e pontapé na cara de cada um. Tem algumas poucas pessoas que valem a pena nessa família, mas elas ficam camufladas no meio do bando de calhordas que resolveu nascer com o mesmo sobrenome e com alguma relação co-sanguínea.

Aos fatos:

Acho que pelo fato de ter o João Franciso agora, ver a batian chorando ininterruptamente por chegar aos 100 anos e ter de enterrar o filho querido me foi bastante forte e triste. Quisera eu que no meu caso a vida siga a sequencia natural das coisas que é o filho enterrar o pai. Deve ser uma dor sobrehumana um troço desses.

Já que estamos falando de tristeza, ver a minha tia curvada aos pés do caixão dizendo ao meu tio “obrigada pela vida que tivemos juntos” foi uma coisa especial. Não esperava ver uma cena tão tocante como aquela. Para mim aquilo foi uma mistura de sentimentos. Foi triste demais porque era a despedida deles, foi um gesto bonito pra caramba e foi uma mega lição de vida. Ao final das contas, estamos aqui para isso mesmo, não é isso? Depois disso ela ainda pediu para os filhos agradecerem ao pai e ao neto para agradecer ao ditian por tudo. Achei foda, com o perdão da palavra.

Voltando aos parentes que a gente tenta esquecer, reparei somente ontem que somos sempre os mesmos no meio de um monte que se voluntariam a fechar e carregar o caixão, independente da distância. Sei lá, é a última coisa que você pode fazer pelo seu parente, não é? Sempre sou eu, meu irmão e três primos que se voluntariam a isso. Foi assim com o meu tio, com meu outro tio, minha batian… No caso da minha batian por parte de pai, além de carregar eu ainda ajudei a enterrá-la porque naquele pequeno cemitério do interior de Minas Gerais, a tradição é que os familiares que façam o enterro. Meio estranho, mas tinha que ser feito. Sempre os mesmos a carregar e sempre os mesmos a se fazerem de tontos  saindo de lado. Gente esquisita pra cacete, isso sim.

Nem sei porque estou escrevendo isso e nem sei se está fazendo muito sentido mas precisava compartilhar esse turbilhão de coisas que passou pela minha cabeça nesse fim de semana.

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Skateistan

Tem gente que se assusta quando eu falo que ando de skate desde os 10 anos de idade. Tem gente que se assusta quando eu falo que eu quero comprar um skate para o João Francisco.

Tirando o mimimi, hoje eu conheci um projeto de um pessoal que foi para o Afeganistão para fazer um trabalho voluntário e acabaram descobrindo uma nova forma de se comunicar, brincar, enfim, interagir com as crianças daquele país. A partir do skate eles conseguiram criar pistas, ensinar crianças de diferentes etnias e tribos, fazer com que as meninas também começassem a andar e, principalmente, fizeram com que as crianças conhecessem um esporte bacana.

Tem um documentário e um ensaio fotográfico com o mesmo  nome “Skateistan” e ambos são do caralho.

Achei foda, muito foda.

EDIT: Esqueci de mencionar, o ensaio fotográfico foi feito por Noah Abrams e você pode ver o projeto aqui ó: http://www.noahabrams.com

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Português difícil

Outro dia, em meio ao caos formado lá em casa por conta da reforma, eu fiquei matutando que talvez o meu português (falado e escrito) seja muito difícil de se compreender. Na verdade, eu tô meio cansado de falar uma coisa e ser interpretado do jeito que as pessoas quiserem, mesmo que essa interpretação não faça nenhum sentido. Por exemplo, na época que se deu o tumulto com o caso da Geisy e a Uniban, eu escrevi que quem não gosta de mulher tinha que tomar no cu e que tinha muito puritano lá querendo aparecer e ainda tinha uma parcela de fanáticos religiosos tentando pregar em meio à confusão toda. Pois, penso que não preciso ficar explicando cada detalhe da minha opinião, ainda mais porque não está muito difícil de entender. Mas teve gente, muito inteligenge e culta diga-se de passagem, que comentou algo “eu acho a Geisy feia, então eu sou viado?” sobre o que eu tinha escrito. Achei engraçadíssimo, porque eu não estava avaliando a beleza da Geisy, mas o quadrúpede funcional tirou de algum lugar que eu estava defendendo a exposição das belezas naturais ESPECIFICAMENTE da Geisy. Porra, hein? Vou tentar ser um pouco mais resumido nas palavras. Quem não gosta de mulher tem mais é que tomar no cu, ok? Voltando à reforma, conversando com o pedreiro que está trabalhando por lá eu pedi, exatamente nessas palavras “Sr. Milton, essa porta do escritório não precisa de fechadura, mas a porta do banheiro precisa, entendeu?”. No dia seguinte ele me ligou para falar que estava faltando uma fechadura para o banheiro e eu falei que tinha levado no dia anterior e que a gente tinha até conversado sobre isso e ele me solta um “A do escritório está instalada já, ficou linda! Mas a do banheiro eu não achei”.

Sei lá, mas achei que as duas situações foram idênticas. Com um eu achei engraçado pela forma patética da interpretação e na outra eu dei risada porque não havia forma mais simples de ter falado.

É foda, mas eu acho que eu vou ter que começar a me dirigir às pessoas na base da ignorância, mandar ao invés de pedir, e xingar pra caralho até ser entendido.

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“Ser o que não é” de cu é rola!

Como havia comentado em outro post, eu queria falar um pouco daquelas pessoas que acham que sabem pra caralho, se auto-promovem (autopromovem?) por conta disso mas não manjam porra nenhuma no fim das contas. Quando entrei no trampo que estou até agora eu tinha um cagaço fenomenal de cometer algum erro porque aqui parecia que eu estava trabalhando com as melhores cabeças e os melhores executores do mundo. Todo mundo parecia muito seguro do que fazia, do que era para ser feito, do que o outro fazia, do que o outro tinha que fazer e não tinha feito, o que estava acontecendo no escritório de Abu Dabi, a cor da cueca do presidente, qualquer merda, qualquer merda qualquer um sabia e ainda ficava com aquela cara de cu de zebra africana depois que o leão passou, que é mais ou menos uma cara de quem tá com a buceta mal lavada.

Que coisa engraçada, mas na verdade, no time de marketing não tem publicitários ou marketeiros. Agora imagina se algum deles manja alguma coisa? Pois é, depois de um pouco de convivência você percebe que as pessoas falam mais groselha do que qualquer outra coisa, que é um bando de maria-mal-comida e que ao menor sinal de discussão já é um motivo para chorar pelos cantos. Que cacete, né? Com isso, começam aquelas coisas todas que a gente está acostumado no ambiente “corporativo”. Para se disfarçar as inseguranças, as pessoas começam a fazer uma disputa de quem tem o maior ego, quem “parece” estar mais ocupado, quem “parece” mais preparado, e por aí vai. Os outros manessauros, para não ficarem atrás, também começam a entrar nessa disputa do que não existe e aí vira uma bola de merda. Outro dia estava em uma discussão acalorada sobre um layout que faria qualquer pessoa de bom senso vomitar na hora. O mentor de tal proeza, um reles operador de Photoshop diga-se de passagem, ficava a todo custo tentando me convencer de que aquilo tinha sido feito a partir de um conceito. Engraçado, mas eu consigo justificar até a inclusão de uma caralha num layout de um parque infantil. Sério, é possível conceitualizar qualquer merda nesse mundo. O problema são as pessoas que ficam melindradas e não conseguem raciocinar em cima de um discurso meia boca mas falado aos berros e com direito a bufadas e socos na mesa. É um outro jeito de esconder que você é um baita de um zé-ruela do caralho, isso sim.

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Os meus mais sinceros sentimentos de admiração

Hoje no caminho para o trabalho eu estava pensando sobre o post de hoje. Estava quase decidido a escrever sobre o nível de conhecimento que as pessoas dizem ter versus o nível real que elas tem. Mas isso eu vou deixar para outro dia. Quero, hoje, expressar todo o meu sentimento de admiração que tenho para algumas pessoas especiais desse mundo. Afinal de contas como não admirar aquele motorista que mesmo andando a 30 numa via de 70 não se abala quando o semáforo fica amarelo e passa pelo sinal vermelho sem mexer um milímetro o pé do acelerador? Quando estou no carro logo atrás, juro que dá vontade de descer e sentar o cacete numa figura dessas, mas logo em seguida aparecem outros admiráveis, não é mesmo? Sabe aqueles que demonstram incrível perícia e astúcia ao volante ao conduzir seu automóvel entre duas faixas, conseguindo ocupar as duas simultaneamente e só deixando de fazer isso ao virar bruscamente para sair da via? Incrível.

Há ainda que se comentar e se admirar também dos grandiosos personagens da humanidade que não se abalam em nenhum momento com o relógio. Afinal de contas, horário é uma convenção sem propósito que foi criada para prender o indivíduo a uma corrente imaginária. E daí de chegar uma hora depois do combinado? E daí de começar a se arrumar uma hora depois do horário marcado para já estar em algum lugar? Pois é, admiráveis esses caras que não se importam se isso pode atrapalhar a vida alheia, afinal de contas é um admirável e isso é motivo para o mundo girar em volta do seu umbigo. Eles também existem no trânsito, como não poderia deixar de ser, parando seus carros no meio de uma via, sem avisar porque querem fazer uma conversão proibida? E daí que é proibida? E daí que três faixas terão de parar para o admirável passar? Afinal de contas ele é mais importante, mais importante que você inclusive, ok?

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Quit smoking, the final chapter (Not!)

Já faz um tempo, acho que foi em outubro, que e postei aqui que estava começando um tratamento a base de cloridrato de bupropiona para tentar parar de fumar. Pois estamos no início de março, eu estou sem fumar nada desde novembro e até agora tenho aguentado bem. Para a minha felicidade e infelicidade de alguns, eu não me tornei um ex-fumante chato. O que eu vejo de gente por aí que parou de fumar e acha que por esse motivo pode mandar e desmandar na vida do fumante alheio é uma coisa assustadora. Tenho que concordar que o cigarro tem um cheiro forte pacas, mas esse não me incomoda de jeito nenhum. Todas aquelas vantagens que as pessoas pregam por aí de serem não fumantes também não fazem muito sentido para mim até agora. Não que elas não existam, mas porque desde que o mundo é mundo que elas não convencem ninguém a não começar ou a parar de fumar. Alguém aqui já conheceu algum fumante que tenha parado de fumar porque ficou sensibilizado com aquelas fotinhos idiotas que vem atrás dos maços? Conheço gente que faz coleção de caixas de cigarro, o que é bem diferente. Também não senti diferença alguma no bolso com a baita economia que se tem quando se para de fumar. Na verdade, um maço de R$4,50 ao dia ou R$1.620,00 ao ano são irrelevantes porque entram naquela verba não contabilizada que se gasta no dia a dia, e não há Cristo no mundo que me faça passar no caixa do banco para sacar 50 pilas para a semana e depois voltar todo dia com 4,50 para depositar de volta. Os R$4,50 do cigarro vão pro café, pro chocolate, pro sanduba, sei lá o que, entende?

Enfim, não sou uma pessoa melhor, não fiquei rico, não fiquei cheiroso, não parei de falar mal das coisas e não conquistei 24 territórios. Só não fumo mais.

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Caos de trânsito

Impressionante. Todo mundo brinca, ou pelo menos eu penso que é brincadeira, que o ano só começa depois do carnaval independente se o carnaval é no começo, no meio ou no final de fevereiro. Pois bem, estamos na primeira semana depois do carnaval e parece que o ano começou para um resto da população que é justamente a diferença entre uma cidade cheia mas ainda suportável do caos total que tenho presenciado nosdois últimos dias. Do final de novembro do ano passado até a semana passada, eu conseguia sair de casa e chegar ao trabalho em 30-40 minutos. Essa é a metade do tempo que eu gastei ontem e hoje! Isso porque a gente ainda teve o tempo de inundação constante, época de compras de natal, preparação para o carnaval e etc. Hoje eu consegui fazer o mesmo trajeto em “apenas” 1 hora porque eu cortei por todos os caminhos alternativos que eu conheço que não são poucos. Acho que eu peguei uns 2 quarteirões das principais avenidas congestionadas da região. Fiquei besta com a quantidade de carros mesmo, uma coisa monstruosa. A minha ideia de rodízio para carros financiados seria sensacional, financiamento em 12X às segundas-feiras, em 24X às terças, 36X às quartas, 48X às quintas e 60X às sextas. Quinta e sexta-feira seria uma maravilha dirigir em São Paulo. Outra alternativa é expulsar as SUVs de São Paulo e proibir seus respectivos donos de comprarem ou conduzirem carros, independente de serem SUVs, pelo resto da vida. Nenhuma raiva, é só para que eles pensem um pouco na babaquice.

Mil novos licenciamentos são feitos na cidade de São Paulo por dia. Sim, 1.000 novos carros por dia em São Paulo. O que acontece com os antigos carros desses caras? Vão ser vendidos e refinanciados em algum lugar e a cidade se entope mais e mais e mais  e mais.

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Corolla bom é Corolla morto! (ou quase isso)

Pereiras motorizados deveriam morrer. Puta merda, ontem eu fiquei com muita raiva. Uma legítima pereira, com um legítimo Corolla preto, falando num legítimo iPhone bateu na traseira do meu carro. Como o trânsito havia parado “meio” de repente, já estava esperto e deixei o carro no ponto morto, olhando pelo espelho e esperando a pereira. Talvez por causa disso não aconteceu nada, mesmo, com o Uno. Em compensação o Corolla legítimo ficou sem o parachoques (para-choques, pára-choques). A pereira saiu chorando de soluçar, veio falar comigo e eu perguntei “você está bem? Você se machucou?” e ela fez que não com a cabeça. A partir daí eu aproveitei para dar um sermãozinho porque é sempre bom poder humilhar um pereira, ainda mais quando se tem a razão. Terminei com um “agora vai catar o seu parachoques, coloca essa merda no porta-malas e vai embora”. Sei lá, mas ao mesmo tempo eu fiquei com um baita orgulho do Uno porque ninguém respeita um Uno no trânsito e pereiras não entendem porque até hoje eu não troquei o Uno por um carro zero quilômetro parcelado em 72 vezes. Ou pior ainda porque eu não pago pau pra Corollas e SUVs em geral. Se eu for começar a explicar os porquês do ódio a esses carros vai dar um post muito grande e eu tô aqui para falar o pequeno tanque de guerra italiano, o Uno.

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Mediano de cu é rola!

Sabe fazer a média de alguma coisa? Simplificando, é pegar o valor mais alto e o mais baixo e encontrar o ponto que fica no meio do caminho entre os dois. Fácil, né? Nos tempos atuais, ser um cara mediano é uma boa coisa, afinal de contas tudo que foge do padrão é anormal, bizarro, indecente. Diferente é uma palavra que denota algo ruim, estranho.

A sociedade hoje, na verdade, é um bando de gente que acha que é superior, mas que está dentro de uma mediocridade sem tamanho. “Todo mundo” precisa ter um SUV para andar na rua, quem não tem sonha em ter e fica imaginando o que irá fazer quando tiver uma. “Todo mundo” quer ter um iPhone, mesmo que não saiba nem onde é o botão de liga do negócio e muito menos que o bluetooth do negócio só funciona via iTunes (Hã?).

Mesmo não tendo, as pessoas se imaginam nesse mundo e fazem o que for possível para serem inseridos nele. Uma amostra do que estou falando é que 70% da frota de automóveis de São Paulo (que tem carro pacas) é de veículos financiados! Você já parou para pensar que financiamento é meio que comprar uma nota de R$2,00 por R$3,50? Pois é, um veículo de 20 paus sai por 45 no final do financiamento. Comprar dinheiro para ser inserido em um grupo social é estar na média, eu entendi direito?

O grande lance, pelo menos eu penso assim, é que mesmo que você não faça parte desse maravilhoso grupo social que pode ocupar uma faixa e meia na rua dirigindo uma Tucson preta e falando no iPhone, você pode se comportar como eles. É só financiar um carro mais ou menos em 80 meses e comprar um HiPhone num chinês qualquer. E depois de tudo isso, você poderá se sentir o máximo, o dono do mundo, senhor das coisas, um ser superior que pode rir de aberrações como o Zina, o ET (que morreu anteontem), e etc. Além de rir das aberrações, você vai julgar e vai achar que pode tirar alguém da casa do BBB porque você votou, afinal de contas ninguém melhor que você para saber que aquela gostosa é melhor que a outra gostosa.

Para mim, estamos criando uma sociedade muito estranha, um lugar que ser normal é ser meio doido, se comportar feito um maluco e achar que quem é diferente é que é maluco.

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